Ainda em meio a muitos rumores e especulações, na última terça-feira (26), houve atualizações sobre o processo de venda do Chelsea. Nesse sentido, esta é a última novidade desde a desistência dos Ricketts em comprar o clube.

De acordo com o Every day Mail, os três consórcios restantes no processo irão a Stamford Bridge se encontrar com representantes do clube para uma rodada closing de conversas antes de a decisão closing ser tomada. Mais ainda, a expectativa é de que a proposta preferida seja escolhida até o fim da semana. Contudo, vale ressaltar, que isso não significa a escolha se tornará pública brand no primeiro momento.

Por tudo que envolve o processo, todas as partes buscam cautela. Não apenas para que o dono certo seja escolhido. Mas também, para garantir que tudo seja finalizado até o prazo closing (31 de maio). Nesse sentido, além da apresentação closing, algumas garantias devem ser atendidas.

Compromisso garantido por pelo menos 10 anos

O banco Raine, que está mediando a venda, está trabalhando junto aos consórcios em relação às propostas e às garantias de compromisso com o clube. Dentre elas, portanto, a garantia de que os novos donos do clube deverão assegurar a administração do Chelsea, pelo menos, até 2032. Essa garantia, então, se aplica exclusivamente às partes majoritárias do consórcio. E será legalmente obrigatória. Ou seja, caso não sejam atendidas, poderão haver consequências legais para o novo dono.

Por outro lado, existe a possibilidade de que eles possam obter mais fundos por meio de financiamento de partes adicionais. Dessa maneira, favorecendo a captação de mais recursos para gerir o clube e atender às demandas do Raine e, acima de tudo, do próprio dia-a-dia dos Blues.

Especulações sobre a condução do processo

Desde o anúncio de Roman Abramovich de que colocaria o clube londrino à venda, muito se falou sobre como tudo se desenrolaria. Agora, com o processo se encaminhando para o closing, o cenário segue o mesmo.

Seguem na disputa, então, os consórcios liderados por Todd Boehly, Martin Broughton and Stephen Pagliuca. Contudo, existem rumores de que pode haver uma outra seleção entre os três finalistas, para que restem apenas dois consórcios. Em outras palavras, há rumores de que o processo teria mais uma etapa.

Essa concepção se fortaleceu depois de reportagens afirmarem que o consórcio de Pagliuca seria eliminado do processo ainda durante o último fim de semana. Porém, até o momento, os três finalistas seguem dentro. O que, por sua vez, não anula a possibilidade de uma outra etapa –  só que, dados o cenário e o prazo, isso parece ser bastante inviável.

Rumores não passam despercebidos dentro do clube

O treinador dos Blues, Thomas Tuchel, sem dúvidas teve papel central para acalmar os ânimos em relação às incertezas que as sanções trouxeram. Mesmo sem se aprofundar em opiniões pessoais, sempre que perguntado, na medida do possível, o alemão busca deixar clara sua posição e o que ele deseja que o novo proprietário faça pelo clube.

Em meio às especulações de uma nova fase no processo, Tuchel comentou depois da vitória do Chelsea sobre o West Ham por 1-0 no último domingo (24) que espera que tudo se encerre o quanto antes:

“Seria best, mas você não pode puxar a grama e ela crescer mais rápido. Nós desejamos por isso [conclusão da venda], mas temos que lidar com a realidade. E a realidade é que, no momento, as sanções ainda estão em vigor e a situação não é clara em relação à próxima temporada”.

“Então, tentaremos focar nestas últimas semanas no que podemos influenciar e isso será na próxima partida”, concluiu.

Lenda dos Blues tem um preferido

Paul Canoville, o primeiro jogador preto do Chelsea, recebeu um papel central no processo. Ativista em favor da diversidade e inclusão no esporte, o ex-Blue buscou se reunir com todos os consórcios a fim de saber quais seriam seus planos em relação a essa pauta.

Canoville conversou com os três finalistas e até mesmo com Laura e Tom Ricketts – cujo consórcio retirou sua oferta em meio a protestos da torcida e discordância entre seus membros. Então, ele utilizou suas redes sociais para se posicionar sobre qual seria, na sua visão, o melhor consórcio para comprar o clube.

Em suma, Paul expressou suas preocupações no que tange pontos específicos em cada consórcio em especial no liderado por Broughton. O empresário britânico, agora, tem Lewis Hamilton e Serena Williams ao seu lado – mesmo que ambos sejam torcedores de outros clubes. O que acendeu um alerta em Canoville.

Além disso, o ex-jogador do Chelsea apresentou receio no que tange a proposta de Broughton de  “tokenizar” a torcida. Em suma, o consórcio do britânico tem intenção de utilizar a tecnologia dos bit cash para aproximar o clube da torcida. Assim como para garantir mais receita.

Em relação a Pagliuca, Canoville de mostrou impressionado. Não apenas pela conversa, mas também pelo fato de o norte-americano ter o apoio de John Terry:

Para ser honesto, o que mais me impressionou foi o fato de que ele conquistou JT. JT ama o Chelsea e só quer o melhor. Eu espero que qualquer consórcio que vencer encontre um papel contínuo para ele”.

Apoio declarado

Depois de contar sobre suas experiências com cada consórcio, Canoville terminou sua declaração colocando o consórcio de Todd Bohely como seu favorito para tornar-se o novo proprietário do Chelsea. Mais ainda, ele reforçou não ter nada contra os outros consórcios, apenas que ele entende que a proposta e as ideias Bohely são a “melhor combinação para o Chelsea e seus torcedores“.

O norte-americano dono do LA Dodgers atrasou seu retorno aos Estados Unidos para conversar com o ex-Blue sobre seu projeto para o clube. Sobretudo sobre como tornar o Chelsea ainda mais expressivo no cenário mundial. Tanto dentro como fora de campo. Tanto dentro como fora do futebol:

O que me conquistou por completo foi a grande paixão pelo impacto social sobre o alcance da comunidade e como isso period importante para eles. Ele [Bohely] também reforçou o quanto ele acredita ser importante que ex-jogadores estejam mais envolvidos, no conselho e em outras áreas do clube“, ressaltou Canoville.

Segue valendo a máxima: “nos custa esperar”

Por conta dos trâmites e cuidados, é justificável que a venda do Chelsea tome um tempo considerável – como se esperava desde o início. A grande questão são todas as informações (verdadeiras e falsas) que são disponibilizadas aos torcedores e ao público no geral que impactam diretamente o clube e sua rotina. Rotina essa que já está longe do regular por conta das restrições de funcionamento.

Nesta semana, na outra ou na outra. Não é certo quando o processo terminará. Mas, é certo que se dará até o prazo closing. O que mais importa é a garantia de certeza para os Blues. Não só de forma imediata, mas também, e acima de tudo, no longo prazo.

Se manter na primeira prateleira do futebol mundial é uma tarefa árdua que demanda muito. Dessa forma, o processo formará as bases do projeto que conduzirá os Blues, pelo menos, pela próxima década. Por isso, não pode acabar de uma hora para a outra – mesmo já acontecendo há um tempo considerável.

Por fim, as especulações e rumores seguirão acontecendo. É regular. Alguns poderão vir a se tornar verdadeiros e outros completas mentiras. Nesse sentido, é importante saber filtrar as informações para não cair em ciladas. Do mais, dentro do Chelsea, treinadores, jogadores, funcionários e diretores seguirão trabalhando por seus objetivos neste fim de temporada. Em tempo, saberemos de fato quem será o sucessor de Abramovich na administração do Chelsea e no que consiste seu projeto.



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Author: Londonlad

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